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A vida útil de uma construção é diretamente influenciada pela presença dos sistemas de impermeabilização, que protegem as estruturas contra a ação nociva da água. Eles cumprem a função de formar uma barreira física que contém a propagação da umidade e evitam infiltrações.
Consequentemente, previnem também o aparecimento de manchas de bolor, desplacamento de azulejos, surgimento de goteiras e corrosão de armaduras. Os impermeabilizantes são usados em praticamente todas as partes da construção, como fundações, subsolos, áreas molháveis, lajes, piscinas, reservatórios, paredes de contenção.
As soluções disponíveis no mercado são variadas. Os fabricantes estão presentes em todo o Brasil, e seus catálogos técnicos contêm dezenas de produtos para atender a diferentes necessidades na construção.
Os impermeabilizantes rígidos são vendidos como argamassas industrializadas, produtos bicomponentes ou como aditivos químicos para argamassa ou concreto.
Esses produtos incorporam-se à estrutura protegida e, com uma cura adequada, apresentam baixa porosidade e grande estanqueidade. Podem ser encontrados, ainda, em forma de pinturas que formam um revestimento impermeável.
Já os sistemas flexíveis são encontrados em forma de mantas pré-fabricadas ou moldadas no local, que, depois de secas, formam uma membrana protetora. Esses produtos garantem a estanqueidade das estruturas ao mesmo tempo em que, por serem mais elásticos, se adaptam às movimentações a que elas estão sujeitas.
A especificação do impermeabilizante correto, portanto, depende de vários fatores. Movimentação estrutural, exposição aos fenômenos climáticos, existência ou não de trânsito de veículos e pessoas e exposição a agentes químicos são algumas variáveis levadas em consideração.
Um dos materiais mais usados na impermeabilização é a manta asfáltica. Trata-se de um sistema flexível pré-fabricado, formado por um elemento estruturante central - filamentos de poliéster ou véu de fibra de vidro, que conferem ao produto grande resistência mecânica - recoberto em ambas as faces por um composto asfáltico.
A manta é indicada para estruturas sujeitas a movimentação e fissuras, e com dimensões superiores a 50 m2. "Tem gente que usa em espaços menores, mas quanto menor a área para aplicar a manta, maior a possibilidade de falha de execução, devido à necessidade de recortes e emendas", explica a engenheira Virgina Pezzolo, da Proassp Assessoria e Projetos.
A norma técnica NBR 9952 - Manta Asfáltica Para Impermeabilização classifica as mantas em quatro categorias conforme as características de tração, alongamento, flexibilidade e espessura, que vai de 3 mm a 4 mm. As mantas também têm acabamentos diferentes, que variam segundo o tipo de aplicação (maçarico ou asfalto quente) e a exposição ao sol e à chuva. Além disso, diferenciam-se com relação ao asfalto usado na fabricação, que pode ser elastomérico ou plastomérico.